Este Blog tem como objetivo:incentivar a reflexão crítica acerca dos temas suscitados pelas obras e temas literários discutidos em sala de aula, estimular o pensar autônomo e criativo dos alunos; proporcionar uma discussão reflexiva no formato "blog",estimular a interatividade no ambiente virtual;
aproximar os conteúdos escolares literários do universo da virtualidade.
Mãos a Obra!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A Hora da estrela - Clarice Lispector
Este espço está destinado à discussão do Livro proposto " A Hora da Estrela" - Clarice Lispector
MACABÉA!!! Meu Deus... como pode uma pessoa sofrer tanto nessa vida..? e o pior.. não fazer nada pra melhorar essa situação.. aceitar que é assim.. e pensar que é feliz assim.. a hora da estrela é um livro muito triste, na minha opinião.. eu não sei se aguentaria a pressão que macabéa sofria.. as humilhaçoes as quais ela passava.. a ponto de achar que a felicidade seria encontrada na hora da morte.. ou sei lá, que na hosra da sua morte todos te dariam atenção... - é a dura realidade de muitas pessoas que não são "aceitas" na sociedade.. e que sobrevivem.. levam a vida coo um fardo.. e acabam perdendo o melhor dela.. que é viver.. viver.. VIVER! Pensei mil coisas lendo esse livro.. teve um dia que fiquei até meia pra baixo rs me sentindo a macabéa..rs mas é só ligar a televisão, olhar os jornais e as revistas que qualquer mulher se acha feia frente os padrões impostos pela mídia... rs mas falando sério agora... Esse Livro da Clarice é bastate impactante, chega a ser engraçado como a protagonista leva a vida desse jeito, se sentindo um nada, tentando ser alguém...
É verdade Berenice, Mas podemos notar ,diariamente, que há muitas pessoas assim, que aceitam a vida que levam sem se perguntar o porque de estar vivendo tal situação. Simplesmente aceitam e pronto, por isso temos que olhar o personagem Macabéa como uma forma de reflexão do nosso dever de nunca achar que não podemos fazer nada para melhorar a nossa vida, sempre há algo para se mudar para melhor.
O interessante em "A hora da estrela" é que este é um livro cuja leitura nos leva a refletir bastante. Refletir sobre nós mesmos! Um dia desses eu estava lendo o livro "Crescer" de Henri J. M. Nouwen e o autor faz um paralelo muito interessante que poderia ser aplicado à realidade de Macabéia que representa, na verdade, muita gente: ele diz que por vezes nos refugiamos em nossos relacionamentos com medo de um momento de silêncio, por exemplo. Um momento de reflexão para pensarmos para que e por que existimos, e acima de tudo, quem somos. Ou seja, nossas conversas, nossos convívios... quando se tornam super necessários e "essenciais para a nossa sobrevivência" são, na verdade, uma forma que encontramos para nos distanciarmos de nós mesmos. Percebi, então, que não precisamos ser visivelmente solitários como a Macabéia para sermos sozinhos. Nada impede que mesmo com um monte de gente ao nosso redor ainda sintamos um vazio interior. Afinal, como a própria professora Talita comentou, será que fazemos mesmo falta a aqueles que nos cercam? É verdade, existem pessoas que estão piores que a gente, mas será que somos mesmo felizes ou andamos sempre mascarados? Se não somos, será que vamos ter a sorte que Macabéia teve de pelo menos nos últimos momentos de sua vida se encontrar no mundo?
Bom,A hora da Estrela,no início parecia um livro muito chato,pois no começo ele é metalinguistico,mas quando Clarice começa a história ela te prede,pois é uma história envolvente e de certo comovente.Pois,em alguns casos nós somos a Macabéa,isto é,nos conformamos com a nossa miséria e pensamos que se nascemos assim morreremos da mesma maneira,logo não lutamos por uma mudança.Muitas vezes isso acontece conosco,abrindo um parentese e fazendo uma comparação a luta dos estudantes federais por passe livre,nessa situação poderíamos sim agir como Macabéa (não fazer nd),mas nós não nos conformamos e vamos a luta,ou seja,saimos da nossa inércia e vamos litar por algo que é nosso direito.Analogamente a Macabeá que também poderia ter saido de sua inércia e lutado por sua felicidade,pois essa é um direito nosso,desde que a conquistemos por metodos legais e licítos.Encaro Macabeá como uma reflexão sobre as minhas atitudes ou sobre a falta delas,e sem dúvida nenhuma não quero terminar como ela terminou ;)
" A hora da estrela" é , de fato, um livro intrigante. O contentamento e a falta de atitude de Macabéa são o ponto alto do livro, que contrapõe aquela ideia de que haverá um momento onde tudo se resolverá , as coisas ficarão em seu lugar e a história tomará um novo rumo. Pena que essas caracteristicas "macabeanas" só a afastam mais do mundo e , a cada momento , ela se torna mais imperceptivel para todos a sua volta. Ela nos mostra a necessidade que temos em ver o reconhecimento das nossa identidade em outra pessoa , de que maneira a comodidade se torna rotineira em nossas vidas e como a morte é o SHOW DA VIDA (contraditório , mas é o que o livro passa).
"A hora da estrela" é um livro intrigante e um relato do sofrimento e das dificuldades que grande parte dos nordestinos passam ao vir busca uma vida melhor na cidade grande. Este livro relata a vida de macabéia, que como grande parte desses nordestinos ela não foje a regra, de ao chegar em uma cidade como o RJ só ser mais uma em meio a muitos que buscam o mesmo ideal e só ter a sua "importância" em um momento em que teoricamente deveria ser triste mas que acaba por ser o ínicio de uma vida, diga-se de passagem bem melhor.
Nunca li um livro que me fizesse refletir tanto quando "A Hora da Estrela". É verídico que exista pessoas que se sintam desvalorizadas frente a nossa sociedade, eu mesmo me sinto assim as vezes. Mas depois de ler esse livro pude perceber que isso tudo é ridículo, para ser valorizado é necessário se valorizar. Macabéa por ter tido pouco estudo e por não ser bonita achou que não poderia mudar sua vida, estando predestinada à desgraça. Não sei se estou certo, mas isso me lembrou o caso dos moradores de favelas, pois eles nasceram nesse meio e a sociedade não dá acesso para que eles mudem de vida, sempre denominamos os moradores das comunidades como bandidos e traficantes, de tal forma que eles acabam achando que não haverá outro meio de sobreviver se não seguir esse destino. Seria interessante termos uma vidente ao nosso lado para que nos fizesse pensar sobre nossa vida, assim como fez com Macabéa. Achei comovente o final da hitória, principalmente com sua morte, pois ela se sentia sozinha e infeliz, mas tudo inverteu em sua vida. Ao morrer ela iria se desprender desse mundo material, onde a aparência e o poder prevalecem, e iria para um universo onde só o ser como pensante valeria algo. Nisso ela estando sozinha pode perceber seu valor, pois finalmente não se comparou à outras pessoas, era ela se comparando com ela mesma, e nisso pode olhara mais detalhadamente seus atributos e não seus defeitos. E por fim ela elimina sua alma através do sangue, se desprende do corpo material, onde sua vida não pôde ser considerada vida. Ela nasceu da sua morte, assim como a Fenix.
Somente na hora de sua morte, Macabéa se deu conta que "existia". Como o remete o título, foi a sua hora de estrela. Um artista possui a sua hora de estrela quando se inicia o espetáculo, é a sua hora de brilhar, até o momento em que se pisa no palco, o que vem antes é a espera da estréia, são os ensaios para a "hora do show". Macabéa só estréia seu show, quando está morrendo. Seria sua vida, um ensaio para a morte? No final, Macabéa disse "sim", dando ínicio a tudo. Seria a morte o início de algo? ou de uma vida? já que somente ao morrer Macabéa disse sim... Sem dúvidas, essa é a coisa mais prazerosa quando lemos um livro: as possibilidades de interpretação. Creio que isso faz com que as obras continuem sempre "vivas".
''A Hora da Estrela'' é um livro diferente.Foi o que eu pensei ao terminar de lê-lo.Será possível que alguém pode se ver como gente só no momento da morte?Macabéa pode.Isso me impressionou,pois ela não tinha uma vida, não era feliz, esperava um dia após o outro e só vivia porque tinha que viver.Eu me entristeci com o fim dela,mas não é assim que algumas pessoas se sentem?Como mais um na multidão?Às vezes não percebemos, mas nós mesmos tratamos alguém assim.Por outro lado,a Macabéa teve seu momento de felicidade,que foi o momento dela ser gente,fazer coisas de gente, ser feliz. Pena que foi na hora da sua morte.É!Foi ''A Hora da Estrela''.
.. a falta de reflexo no espelho de macabea mostrava o quão vazia e insignificate era... e nem ela mesma acreditava no seu potencial.. caramba.. triste hisoria dessa moça... eu nem consigo imagina alguém assim de verdade...
A história de Macabéa retrata muito bem a vida dura dos nordestinos que vêm em busca de oportunidades melhores na cidade grande. Mesmo sendo uma história que parece com a de muita gente, ao mesmo tempo ela se torna singular. O fato de Macabéa ser uma mulher esquecida por todos e até por ela mesma me assustou bastante porque eu nunca parei para pensar que uma pessoa se achasse tão insignificante quanto Macabéa se achava. Uma coisa que me intrigou bastante é a relação de Rodrigo S. M., narrador da história, com Macabéa. Isto ficou implícito a história toda, deixando margem para a interpretação do leitor. A parte que eu mais gostei foi a do final que, apesar da morte de Macabéa, foi o momento de maior felicidade na história, pois finalmente a retirante nordestina viu "uma luz no fim do túnel", ou seja, pode perceber que ela tinha sim direito à vida e a ser feliz e que agora,em sua vida - morte, ela seria a atriz principal e não uma comum coadjuvante, seria realmente "A hora da Estrela".
O livro realmente traz uma infinidade de interpretações, mas uma questão importante para refletir é o fato de que a insignificancia da Macabéa so se da por causa das pessoas que estão em sua volta! Sem percebermos ou percebendo, contribuimos inúmeras vezes para isso no nosso dia a dia. Passamos pelas calçadas e nos deparamos com moradores de rua, pessoas necessitadas de tudo: comida, casa, família, estudo, emprego... Já tive a oportunidade de conversar com ex morador de rua e ele me relatou o que sentia. Disse que era como se não fosse nada, não sabia por que existia já que não tinha importância alguma para ninguém, as pessoas em sua maioria nem olhavam para ele. Ele se sentia como uma Macabéa. A sociedade tem um importante papel na formação do caráter piscológico das pessoas! Vamos ajudar as Macabéas que nos rodeiam!!!
Para mim, infelizmente, Macabéa é digna de pena! Uma pessoa que não tem estimulos para viver, pois amigos ela não tem, familia muito menos, alguém que pelo menos fale com ela nem o cheiro. Infelizmente, a imagem que "Maca" passa para mim é de que ela é uma pessoa "sem sal" e "sem açúcar", ou seja, ela é insípida, mas eu, sinceramente,gostaria de conhecê-la, ou alguém parecido, para saber o que ela pensa das pessoas e, principalmente, como ela se sentia perante a isso. No meu cotidiano, vejo muitas Macabéas, não só por causa da aparência, rs, mas também pela forma como as pessoas a tratam, ou melhor, a rejeitam. Vejo isso acontecer principalmente com pessoas idosas, deficientes, pobres e feias. Talvez fosse por isso que Maca era tão rejeitada, seu espírito era velho, tinha uma deficiência para ser sagaz, uma pessoa pobre e feia. Clarisse foi muito inteligente ao relatar um tema sobre pessoas que não aparecem no nosso meio e com a publicação do livro faz com que nós passassemos a percebê-las. Foi o que aconteceu comigo, passaram a aparecer muitas Macabéas ao meu redor, porque antes eu não as via.
"A hora da Estrela" é um livro que me chamou muita atenção, porque eu me interessei muito pela vida de Macabéa, pois nossa que jovem INFELIZ! Ela mesma não enxergava sentido na sua vida, não sabia porque existia e porque estava no mundo. Muitas vezes nos deparamos com pessoas assim e com histórias parecidas com essa. Um livro que realmente nos remete a refletirmos sobre a nossa existência, e sobretudo a darmos valor pra nossas vidas, apesar de muitas vezes não vermos sentido nela.
Eu achei essa obra muito bonita,muito sensível, não pelo fato de como a clarice se refere a macabéia( ja que é de uma forma fria), mas sim pelo desenrolar da história. Duas cosas forão muito significativas pra mim: o título e a morte dela.Que na verdade, é a grande parte,o foco do livro.
Bem, eu achei essa obra um tanto diferente das outras que costumamos ler, inclusive das que tivemos a oportunidade de ler no colégio. Ela retrata a vida de algumas pessoas de forma bem diferente, vista inclusive de um ângulo totalmente oposto do que costumamos ver. Por mais que grande parte do livro discorra sobre o jeito que esse é feito, o livro toma outro rumo, começa a contar sobre a vida de Macabéa. Macabéa d]se identifica com diversas pessoas pelo mundo a fora, o tipo de pessoa que não costuma tentar fazer a diferença, que não procura saber o que está acontecendo, que não procura tentar mudar pra ter uma vida diferente, seja no âmbito profissional ou pessoal, não dando valor nenhum a sua própria existência.
A macabéia é um exemplo entre muitos outros. Devem haver muitas pessoas que se identificam com ela pois qualquer um de nós pode sentir-se, por dia ou por uma semana,tanto faz, como ela se sentiu por sua vida toda. Macabéia era uma mulher sem brilho, sem esperança, sem sonhos, sem motivações, era um ser que vivia sem vida.Mas na minha opnião,ela representa mais do q um alguém digno de pena, ela representa os estados de espirito em que uma pessoa pode se encontrar no decorrer de sua vida. Estados esses que ela não consegue entender e nem escapar.E isso me chamou muita atenção ao término da leitura do livro, porque podemos interpretar a maneira de ser da Macabéia de muitas formas.Eu particularmente, me perguntei se é ela que se coloca pra dentro de si mesma de uma forma tão forte, por medo da vida.Ou se são as pessoas que a impedem de se colocar pra fora,de se mostrar e de se fazer conhecer para os outros, por ela não ser perfeita como as pessoas querem que ela seja.Nos faz refletir sobre o que uma sociadade pode ou não fazer com uma pessoa.
Eu concordo com a Shênia, a obra é bonita, sensivel e muito triste. A protagonista acaba morrendo no final (fato normal em muitas obras literarias daquele tempo). Macabea é uma pessoa fraca, sem brilho, sem sal(como disse a Fernanda), tola, boba, conformada com tudo, não questiona nada, não tem familia nem amigos. É o retrato de muita gente que não conhece seu valor e não se sente incluida no meio em que vive.
Sem dúvida alguma é um livro fora do tradicional,pois traz muitas reflexões sobre a vida (que somos,que fazemos e etc) e o fim da protagonista foge ao convencional,já que nas obras esse tipo de personagem tem final feliz e ela não o teve ;)
Bom, achei o livro muito interessante e como já foi dito pela maioria das pessoas aqui a obra nos faz refletir sobre muitas coisas.A personagem Macabéa faz a gente pensar nas pessoas que assim como ela nós nem nos damos conta da existência, que passam totalmente despercebidas no dia a dia.Eu não gostei muito do final do livro por ser triste e tal mas o final trágico acaba sendo essencial para a proposta do livro.
Bom, já falei um pouco sobre a Maca, mas acho que vale a pena comentar sobre uma reflexão da turma sobre as atitudes dela que chamaram atenção. Como eu não me lembro do diálogo, procuro recobrar com palavras similares a situação, que embora triste, nos rendeu risadas, enquanto reproduzida no progama apresentado por Regina Casé.Então vai, é mais ou menos assim: -Glória,me dá uma aspirina?(MACABÉA) -Pra que você quer aspirina, tá sempre me pedindo.Isso custa dinheiro!(GLÓRIA) -É que eu me ''doo''.(MACABÉA) -Como assim?você se ''dóe''?(GLÓRIA) -É, aqui dentro-apontando para a garganta e descendo a mão verticalmente, com uma voz e um olhar de constrangida.(MACABÉA) Como pode alguém se doer?Isso nos fez rir, mas não por maldade, e sim por falta de cabimento,pois a dor que ela sentia não se curava com aspirina, mas ela não percebia.A dor de Macabéa era na alma,dor que se curava com atenção,com um chamamento dela para existência.Faltava-lhe ser alguém para a humanidade,ela precisava de pessoas que cuidassem dela. Isso traz algumas perguntas:Quem não acorda meio Maca?Quem não sente dor e sai se medicando com aspirina?
Talvez esta tenha sido a obra mais interessante analisada no bimestre. Até porque, parece que foi dela que sairam as maiores reflexões, dela que tiramos mais ensinamentos para nossa vida, nosso cotidiano, diria que foi a obra mais "proveitosa", pois não a usamos somente para uma atividade escolar, mas acho que levaremos essas reflexões para nossa própria existência. Falando em existência, o livro traz essa proposta do existencialismo que é o que nos deixa mais "pensantes". A história mexe com o nosso interior, com o modo como vemos a nossa vida e a vida das outras pessoas também. Na minha opinião, cada um, após a leitura da obra, teve uma reflexão muito pessoal. Eu, particularmente, pensei muito em como diariamente reclamamos de nossas vidas, sem olhar ao redor, existem pessoas que vivem de modo tão pior que nós, pior em todos os sentidos, inclusive, psicologicamente. Pensamos: "Como pode alguém viver como Macabéa?", "Como pode alguém conseguir se sentir tão insignificante como ela se sentia e suportar viver nessa situação?". E pegando uma carona na corrente existencialista, trazemos muitos questionamentos para nossa vida, nos perguntamos se somos realmente importantes, se fazemos alguma diferença nesse mundo tão grande ou se somos apenas mais um... Sinceramente, isso nos deixa até certo ponto meio depressivos! rs
MACABÉA!!! Meu Deus...
ResponderExcluircomo pode uma pessoa sofrer tanto nessa vida..? e o pior.. não fazer nada pra melhorar essa situação.. aceitar que é assim.. e pensar que é feliz assim..
a hora da estrela é um livro muito triste, na minha opinião.. eu não sei se aguentaria a pressão que macabéa sofria.. as humilhaçoes as quais ela passava.. a ponto de achar que a felicidade seria encontrada na hora da morte.. ou sei lá, que na hosra da sua morte todos te dariam atenção...
- é a dura realidade de muitas pessoas que não são "aceitas" na sociedade.. e que sobrevivem.. levam a vida coo um fardo.. e acabam perdendo o melhor dela.. que é viver.. viver.. VIVER!
Pensei mil coisas lendo esse livro.. teve um dia que fiquei até meia pra baixo rs me sentindo a macabéa..rs mas é só ligar a televisão, olhar os jornais e as revistas que qualquer mulher se acha feia frente os padrões impostos pela mídia...
rs mas falando sério agora...
Esse Livro da Clarice é bastate impactante, chega a ser engraçado como a protagonista leva a vida desse jeito, se sentindo um nada, tentando ser alguém...
É verdade Berenice,
ResponderExcluirMas podemos notar ,diariamente, que há muitas pessoas assim, que aceitam a vida que levam sem se perguntar o porque de estar vivendo tal situação. Simplesmente aceitam e pronto, por isso temos que olhar o personagem Macabéa como uma forma de reflexão do nosso dever de nunca achar que não podemos fazer nada para melhorar a nossa vida, sempre há algo para se mudar para melhor.
O interessante em "A hora da estrela" é que este é um livro cuja leitura nos leva a refletir bastante. Refletir sobre nós mesmos!
ResponderExcluirUm dia desses eu estava lendo o livro "Crescer" de Henri J. M. Nouwen e o autor faz um paralelo muito interessante que poderia ser aplicado à realidade de Macabéia que representa, na verdade, muita gente: ele diz que por vezes nos refugiamos em nossos relacionamentos com medo de um momento de silêncio, por exemplo. Um momento de reflexão para pensarmos para que e por que existimos, e acima de tudo, quem somos. Ou seja, nossas conversas, nossos convívios... quando se tornam super necessários e "essenciais para a nossa sobrevivência" são, na verdade, uma forma que encontramos para nos distanciarmos de nós mesmos. Percebi, então, que não precisamos ser visivelmente solitários como a Macabéia para sermos sozinhos. Nada impede que mesmo com um monte de gente ao nosso redor ainda sintamos um vazio interior. Afinal, como a própria professora Talita comentou, será que fazemos mesmo falta a aqueles que nos cercam?
É verdade, existem pessoas que estão piores que a gente, mas será que somos mesmo felizes ou andamos sempre mascarados? Se não somos, será que vamos ter a sorte que Macabéia teve de pelo menos nos últimos momentos de sua vida se encontrar no mundo?
Bom,A hora da Estrela,no início parecia um livro muito chato,pois no começo ele é metalinguistico,mas quando Clarice começa a história ela te prede,pois é uma história envolvente e de certo comovente.Pois,em alguns casos nós somos a Macabéa,isto é,nos conformamos com a nossa miséria e pensamos que se nascemos assim morreremos da mesma maneira,logo não lutamos por uma mudança.Muitas vezes isso acontece conosco,abrindo um parentese e fazendo uma comparação a luta dos estudantes federais por passe livre,nessa situação poderíamos sim agir como Macabéa (não fazer nd),mas nós não nos conformamos e vamos a luta,ou seja,saimos da nossa inércia e vamos litar por algo que é nosso direito.Analogamente a Macabeá que também poderia ter saido de sua inércia e lutado por sua felicidade,pois essa é um direito nosso,desde que a conquistemos por metodos legais e licítos.Encaro Macabeá como uma reflexão sobre as minhas atitudes ou sobre a falta delas,e sem dúvida nenhuma não quero terminar como ela terminou ;)
ResponderExcluir" A hora da estrela" é , de fato, um livro intrigante. O contentamento e a falta de atitude de Macabéa são o ponto alto do livro, que contrapõe aquela ideia de que haverá um momento onde tudo se resolverá , as coisas ficarão em seu lugar e a história tomará um novo rumo. Pena que essas caracteristicas "macabeanas" só a afastam mais do mundo e , a cada momento , ela se torna mais imperceptivel para todos a sua volta. Ela nos mostra a necessidade que temos em ver o reconhecimento das nossa identidade em outra pessoa , de que maneira a comodidade se torna rotineira em nossas vidas e como a morte é o SHOW DA VIDA (contraditório , mas é o que o livro passa).
ResponderExcluirGabriela Nascimento
ResponderExcluir"A hora da estrela" é um livro intrigante e um relato do sofrimento e das dificuldades que grande parte dos nordestinos passam ao vir busca uma vida melhor na cidade grande. Este livro relata a vida de macabéia, que como grande parte desses nordestinos ela não foje a regra, de ao chegar em uma cidade como o RJ só ser mais uma em meio a muitos que buscam o mesmo ideal e só ter a sua "importância" em um momento em que teoricamente deveria ser triste mas que acaba por ser o ínicio de uma vida, diga-se de passagem bem melhor.
ZeLL (Zelito Parreira)
ResponderExcluirNunca li um livro que me fizesse refletir tanto quando "A Hora da Estrela". É verídico que exista pessoas que se sintam desvalorizadas frente a nossa sociedade, eu mesmo me sinto assim as vezes. Mas depois de ler esse livro pude perceber que isso tudo é ridículo, para ser valorizado é necessário se valorizar. Macabéa por ter tido pouco estudo e por não ser bonita achou que não poderia mudar sua vida, estando predestinada à desgraça. Não sei se estou certo, mas isso me lembrou o caso dos moradores de favelas, pois eles nasceram nesse meio e a sociedade não dá acesso para que eles mudem de vida, sempre denominamos os moradores das comunidades como bandidos e traficantes, de tal forma que eles acabam achando que não haverá outro meio de sobreviver se não seguir esse destino. Seria interessante termos uma vidente ao nosso lado para que nos fizesse pensar sobre nossa vida, assim como fez com Macabéa.
Achei comovente o final da hitória, principalmente com sua morte, pois ela se sentia sozinha e infeliz, mas tudo inverteu em sua vida. Ao morrer ela iria se desprender desse mundo material, onde a aparência e o poder prevalecem, e iria para um universo onde só o ser como pensante valeria algo. Nisso ela estando sozinha pode perceber seu valor, pois finalmente não se comparou à outras pessoas, era ela se comparando com ela mesma, e nisso pode olhara mais detalhadamente seus atributos e não seus defeitos. E por fim ela elimina sua alma através do sangue, se desprende do corpo material, onde sua vida não pôde ser considerada vida. Ela nasceu da sua morte, assim como a Fenix.
Somente na hora de sua morte, Macabéa se deu conta que "existia". Como o remete o título, foi a sua hora de estrela. Um artista possui a sua hora de estrela quando se inicia o espetáculo, é a sua hora de brilhar, até o momento em que se pisa no palco, o que vem antes é a espera da estréia, são os ensaios para a "hora do show". Macabéa só estréia seu show, quando está morrendo. Seria sua vida, um ensaio para a morte? No final, Macabéa disse "sim", dando ínicio a tudo. Seria a morte o início de algo? ou de uma vida? já que somente ao morrer Macabéa disse sim...
ResponderExcluirSem dúvidas, essa é a coisa mais prazerosa quando lemos um livro: as possibilidades de interpretação. Creio que isso faz com que as obras continuem sempre "vivas".
''A Hora da Estrela'' é um livro diferente.Foi o que eu pensei ao terminar de lê-lo.Será possível que alguém pode se ver como gente só no momento da morte?Macabéa pode.Isso me impressionou,pois ela não tinha uma vida, não era feliz, esperava um dia após o outro e só vivia porque tinha que viver.Eu me entristeci com o fim dela,mas não é assim que algumas pessoas se sentem?Como mais um na multidão?Às vezes não percebemos, mas nós mesmos tratamos alguém assim.Por outro lado,a Macabéa teve seu momento de felicidade,que foi o momento dela ser gente,fazer coisas de gente, ser feliz. Pena que foi na hora da sua morte.É!Foi ''A Hora da Estrela''.
ResponderExcluir.. a falta de reflexo no espelho de macabea mostrava o quão vazia e insignificate era... e nem ela mesma acreditava no seu potencial.. caramba.. triste hisoria dessa moça... eu nem consigo imagina alguém assim de verdade...
ResponderExcluirA história de Macabéa retrata muito bem a vida dura dos nordestinos que vêm em busca de oportunidades melhores na cidade grande. Mesmo sendo uma história que parece com a de muita gente, ao mesmo tempo ela se torna singular. O fato de Macabéa ser uma mulher esquecida por todos e até por ela mesma me assustou bastante porque eu nunca parei para pensar que uma pessoa se achasse tão insignificante quanto Macabéa se achava. Uma coisa que me intrigou bastante é a relação de Rodrigo S. M., narrador da história, com Macabéa. Isto ficou implícito a história toda, deixando margem para a interpretação do leitor. A parte que eu mais gostei foi a do final que, apesar da morte de Macabéa, foi o momento de maior felicidade na história, pois finalmente a retirante nordestina viu "uma luz no fim do túnel", ou seja, pode perceber que ela tinha sim direito à vida e a ser feliz e que agora,em sua vida - morte, ela seria a atriz principal e não uma comum coadjuvante, seria realmente "A hora da Estrela".
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO livro realmente traz uma infinidade de interpretações, mas uma questão importante para refletir é o fato de que a insignificancia da Macabéa so se da por causa das pessoas que estão em sua volta! Sem percebermos ou percebendo, contribuimos inúmeras vezes para isso no nosso dia a dia. Passamos pelas calçadas e nos deparamos com moradores de rua, pessoas necessitadas de tudo: comida, casa, família, estudo, emprego... Já tive a oportunidade de conversar com ex morador de rua e ele me relatou o que sentia. Disse que era como se não fosse nada, não sabia por que existia já que não tinha importância alguma para ninguém, as pessoas em sua maioria nem olhavam para ele. Ele se sentia como uma Macabéa. A sociedade tem um importante papel na formação do caráter piscológico das pessoas!
ResponderExcluirVamos ajudar as Macabéas que nos rodeiam!!!
Para mim, infelizmente, Macabéa é digna de pena! Uma pessoa que não tem estimulos para viver, pois amigos ela não tem, familia muito menos, alguém que pelo menos fale com ela nem o cheiro. Infelizmente, a imagem que "Maca" passa para mim é de que ela é uma pessoa "sem sal" e "sem açúcar", ou seja, ela é insípida, mas eu, sinceramente,gostaria de conhecê-la, ou alguém parecido, para saber o que ela pensa das pessoas e, principalmente, como ela se sentia perante a isso. No meu cotidiano, vejo muitas Macabéas, não só por causa da aparência, rs, mas também pela forma como as pessoas a tratam, ou melhor, a rejeitam. Vejo isso acontecer principalmente com pessoas idosas, deficientes, pobres e feias. Talvez fosse por isso que Maca era tão rejeitada, seu espírito era velho, tinha uma deficiência para ser sagaz, uma pessoa pobre e feia. Clarisse foi muito inteligente ao relatar um tema sobre pessoas que não aparecem no nosso meio e com a publicação do livro faz com que nós passassemos a percebê-las. Foi o que aconteceu comigo, passaram a aparecer muitas Macabéas ao meu redor, porque antes eu não as via.
ResponderExcluir"A hora da Estrela" é um livro que me chamou muita atenção, porque eu me interessei muito pela vida de Macabéa, pois nossa que jovem INFELIZ! Ela mesma não enxergava sentido na sua vida, não sabia porque existia e porque estava no mundo. Muitas vezes nos deparamos com pessoas assim e com histórias parecidas com essa. Um livro que realmente nos remete a refletirmos sobre a nossa existência, e sobretudo a darmos valor pra nossas vidas, apesar de muitas vezes não vermos sentido nela.
ResponderExcluirEu achei essa obra muito bonita,muito sensível, não pelo fato de como a clarice se refere a macabéia( ja que é de uma forma fria), mas sim pelo desenrolar da história.
ResponderExcluirDuas cosas forão muito significativas pra mim: o título e a morte dela.Que na verdade, é a grande parte,o foco do livro.
Bem, eu achei essa obra um tanto diferente das outras que costumamos ler, inclusive das que tivemos a oportunidade de ler no colégio.
ResponderExcluirEla retrata a vida de algumas pessoas de forma bem diferente, vista inclusive de um ângulo totalmente oposto do que costumamos ver. Por mais que grande parte do livro discorra sobre o jeito que esse é feito, o livro toma outro rumo, começa a contar sobre a vida de Macabéa. Macabéa d]se identifica com diversas pessoas pelo mundo a fora, o tipo de pessoa que não costuma tentar fazer a diferença, que não procura saber o que está acontecendo, que não procura tentar mudar pra ter uma vida diferente, seja no âmbito profissional ou pessoal, não dando valor nenhum a sua própria existência.
A macabéia é um exemplo entre muitos outros. Devem haver muitas pessoas que se identificam com ela pois qualquer um de nós pode sentir-se, por dia ou por uma semana,tanto faz, como ela se sentiu por sua vida toda.
ResponderExcluirMacabéia era uma mulher sem brilho, sem esperança, sem sonhos, sem motivações, era um ser que vivia sem vida.Mas na minha opnião,ela representa mais do q um alguém digno de pena, ela representa os estados de espirito em que uma pessoa pode se encontrar no decorrer de sua vida. Estados esses que ela não consegue entender e nem escapar.E isso me chamou muita atenção ao término da leitura do livro, porque podemos interpretar a maneira de ser da Macabéia de muitas formas.Eu particularmente, me perguntei se é ela que se coloca pra dentro de si mesma de uma forma tão forte, por medo da vida.Ou se são as pessoas que a impedem de se colocar pra fora,de se mostrar e de se fazer conhecer para os outros, por ela não ser perfeita como as pessoas querem que ela seja.Nos faz refletir sobre o que uma sociadade pode ou não fazer com uma pessoa.
Eu concordo com a Shênia, a obra é bonita, sensivel e muito triste. A protagonista acaba morrendo no final (fato normal em muitas obras literarias daquele tempo). Macabea é uma pessoa fraca, sem brilho, sem sal(como disse a Fernanda), tola, boba, conformada com tudo, não questiona nada, não tem familia nem amigos. É o retrato de muita gente que não conhece seu valor e não se sente incluida no meio em que vive.
ResponderExcluirSem dúvida alguma é um livro fora do tradicional,pois traz muitas reflexões sobre a vida (que somos,que fazemos e etc) e o fim da protagonista foge ao convencional,já que nas obras esse tipo de personagem tem final feliz e ela não o teve ;)
ResponderExcluirBom, achei o livro muito interessante e como já foi dito pela maioria das pessoas aqui a obra nos faz refletir sobre muitas coisas.A personagem Macabéa faz a gente pensar nas pessoas que assim como ela nós nem nos damos conta da existência, que passam totalmente despercebidas no dia a dia.Eu não gostei muito do final do livro por ser triste e tal mas o final trágico acaba sendo essencial para a proposta do livro.
ResponderExcluirBom, já falei um pouco sobre a Maca, mas acho que vale a pena comentar sobre uma reflexão da turma sobre as atitudes dela que chamaram atenção.
ResponderExcluirComo eu não me lembro do diálogo, procuro recobrar com palavras similares a situação, que embora triste, nos rendeu risadas, enquanto reproduzida no progama apresentado por Regina Casé.Então vai, é mais ou menos assim:
-Glória,me dá uma aspirina?(MACABÉA)
-Pra que você quer aspirina, tá sempre me pedindo.Isso custa dinheiro!(GLÓRIA)
-É que eu me ''doo''.(MACABÉA)
-Como assim?você se ''dóe''?(GLÓRIA)
-É, aqui dentro-apontando para a garganta e descendo a mão verticalmente, com uma voz e um olhar de constrangida.(MACABÉA)
Como pode alguém se doer?Isso nos fez rir, mas não por maldade, e sim por falta de cabimento,pois a dor que ela sentia não se curava com aspirina, mas ela não percebia.A dor de Macabéa era na alma,dor que se curava com atenção,com um chamamento dela para existência.Faltava-lhe ser alguém para a humanidade,ela precisava de pessoas que cuidassem dela.
Isso traz algumas perguntas:Quem não acorda meio Maca?Quem não sente dor e sai se medicando com aspirina?
Talvez esta tenha sido a obra mais interessante analisada no bimestre. Até porque, parece que foi dela que sairam as maiores reflexões, dela que tiramos mais ensinamentos para nossa vida, nosso cotidiano, diria que foi a obra mais "proveitosa", pois não a usamos somente para uma atividade escolar, mas acho que levaremos essas reflexões para nossa própria existência. Falando em existência, o livro traz essa proposta do existencialismo que é o que nos deixa mais "pensantes". A história mexe com o nosso interior, com o modo como vemos a nossa vida e a vida das outras pessoas também. Na minha opinião, cada um, após a leitura da obra, teve uma reflexão muito pessoal. Eu, particularmente, pensei muito em como diariamente reclamamos de nossas vidas, sem olhar ao redor, existem pessoas que vivem de modo tão pior que nós, pior em todos os sentidos, inclusive, psicologicamente. Pensamos: "Como pode alguém viver como Macabéa?", "Como pode alguém conseguir se sentir tão insignificante como ela se sentia e suportar viver nessa situação?". E pegando uma carona na corrente existencialista, trazemos muitos questionamentos para nossa vida, nos perguntamos se somos realmente importantes, se fazemos alguma diferença nesse mundo tão grande ou se somos apenas mais um... Sinceramente, isso nos deixa até certo ponto meio depressivos! rs
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